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Descoberta genética impulsiona o controle de pragas em todo o mundo
A descoberta genética facilita separação de sexos na SIT
Pesquisadores finalmente identificaram o gene responsável pelo traço letal sensível à temperatura (tsl) na mosca-das-frutas mediterrânica (Ceratitis capitata), usado para separar machos e fêmeas em programas da Técnica do Inseto Estéril (SIT). O gene em questão é o LysRS (ligase de tRNA para lisina). A descoberta resolve um mistério de mais de 30 anos e abre caminho para uma separação sexual mais eficiente durante a criação dos insetos em larga escala.
Engenharia genética reproduz o traço letal
Utilizando CRISPR/Cas9, os cientistas introduziram uma mutação pontual específica no gene LysRS, recriando o mesmo fenótipo observado em linhagens antigas: embriões com duas cópias do gene mutado morrem quando expostos a 34 °C. Essa característica permite eliminar fêmeas ainda na fase embrionária por meio de tratamento térmico, o que reduz custos e aumenta a eficiência na liberação apenas de machos estéreis.
Minigene reverte o efeito e valida a descoberta
Para comprovar que LysRS era realmente o gene causal, os pesquisadores desenvolveram um minigene funcional que, quando inserido nos insetos mutantes, restaurou sua resistência ao calor. Isso valida totalmente a hipótese e mostra que o traço letal pode ser controlado com precisão, abrindo espaço para uso da mesma estratégia em outras espécies de pragas.
Aplicação ampla e sustentável
Por ser altamente conservado entre insetos, o gene LysRS pode ser editado em diferentes espécies agrícolas e vetores de doenças, criando novas linhagens com separação sexual baseada em temperatura. Isso representa um avanço importante para expandir programas de SIT de forma mais rápida, econômica e segura, sem necessidade de transgênicos, contribuindo para o controle sustentável de pragas e redução do uso de pesticidas.
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